terça-feira, 19 de março de 2019

Um tesouro enterrado nos séculos que habitam o sangue dos povos!
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Dovzhenko, Filme Zvenigora

Alexander Petrovich Dovzhenko (Ukrainian: Олександр Петрович Довженко, Oleksandr Petrovych Dovzhenko; Russian: Алекса́ндр Петро́вич Довже́нко, Aleksandr Petrovich Dovzhenko; September 10 [O.S. August 29] 1894 – November 25, 1956), was a Soviet screenwriter, film producer and director of Ukrainian origin. He is often cited as one of the most important early Soviet filmmakers, alongside Sergei Eisenstein and Vsevolod Pudovkin, as well as being a pioneer of Soviet montage theory.

Alexander Dovzhenko was born in the district of Viunyshche in Sosnytsia, a townlet located in the Russian Empire (now in the Chernihiv Oblast in Ukraine), to Petro Semenovych Dovzhenko and Odarka Ermolaivna Dovzhenko. His paternal ancestors were Cossacks who settled in Sosnytsia in the eighteenth century, coming from the neighbouring province of Poltava. Alexander was the seventh of fourteen children, but due to the horrific rate of child loss he became the oldest child by the time he turned eleven (only Alexander and his sister Polina survived).

Although his parents were uneducated, Dovzhenko's semi-literate grandfather encouraged him to study, leading him to become a teacher at the age of 19. He escaped military service during both World War I and the Russian Revolution because of a heart condition, but did join the Communist Party in the early 1920s. He served as an assistant to the Ambassador in Warsaw as well as Berlin. Upon his return to USSR in 1923, he began illustrating books and drawing cartoons in Kharkiv.

Dovzhenko turned to film in 1926 when he landed in Odessa. His ambitious drive led to the production of his second-ever screenplay, Vasya the Reformer (which he also co-directed). He gained greater success with Zvenyhora in 1928 which established him as a major filmmaker of his era. His following "Ukraine Trilogy" (Zvenigora, Arsenal, and Earth), although underappreciated by some contemporary Soviet critics (who found some of its realism counter-revolutionary), is his most well-known work in the West. For his film Shchors, Dovzhenko was awarded the Stalin Prize (1941); eight years later, in 1949, he was awarded another Stalin Prize for his film Michurin.

Dovzhenko served as a wartime journalist for the Red Army during World War II. After spending several years writing, co-writing and producing films at Mosfilm Studios in Moscow, he turned to writing novels. Over a 20 year career, Dovzhenko personally directed only 7 films.

He was a mentor to the young Soviet filmmakers Larisa Shepitko and Serhiy Paradzhanov. Dovzhenko died of a heart attack on November 25, 1956 in his dacha in Peredelkino. His wife, Yulia Solntseva continued his legacy by producing films of her own and completing projects Dovzhenko was not able to create.

The Dovzhenko Film Studios in Kiev were named after him in his honour following his death.

wikipédia
Foto
A lenda transformada em História!
Foto
obscuros são os segredos da terra
a luz parada nas veias
e o olhar de quem constrói teias
no corpo que a morte encerra!
bmm

zvenigora

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Seppuku, Masaki Kobayashi, 1962

Um dos mais belos filmes do mundo, do realizador japonês que mais amo, com filmes que são experiências interiores do absoluto. E um dos grandes directores japoneses de fotografia:Yoshio Miyajima. A ver e rever até que a consciência se esvazie de tudo.
José

Directed by Masaki Kobayashi
Produced by Ginichi Kishimoto
Screenplay by Shinobu Hashimoto
Based on "Ibunronin ki"
by Yasuhiko Takiguchi
Starring
Tatsuya Nakadai
Shima Iwashita
Akira Ishihama
Yoshio Inaba
Music by Toru Takemitsu
Cinematography Yoshio Miyajima
Edited by Hisashi Sagara
Production
companies
Shochiku
Release date
1962 (Japan)
Running time
134 minutes
Country Japan

música
Harakiri Theme (1962)
https://youtu.be/w2zIlGY3F3k
Foto

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Podemos olhar até que a chuva magoe os olhos
imagem do filme-sepulcro
A morte é isto: um lento tornar-se árvore!

Nada mais
a não ser a raiz transtornada
transformada da vida em nada!
Silêncio vegetal
sepulcral vida
agonia ínfima
 de ser tudo só bafo  respiração
de uma imensa solidão,
tudo floresta tudo aresta
de quem mediu o mundo
na topografia do esquecimento!

Jon Jost Coming to Terms
Cinemateca 15/2/2014

domingo, 16 de março de 2008

arrumador de cinema

ser das penumbras, dos sonhos extasiados, o arrumador de cinema é o que nos abre o cortinado

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Hou Hsiao-Hsien Três eternidades

De noite em noite, abre-se o coração a um estranho sangrar dos olhos e à última dor. Não é o amor o que há de mais perto da eternidade? Não é a eternidade o longo suicídio do tempo? Ou estaremos assim inertes, no denso silêncio das mãos, corações com dedos, que na sombra se entrelaçam e logo se despedem? Em qual dos tempos cabe o amor? No anoitecer de um comboio perdido e no mistério sereno da espera ou no mutismo cantado de uma voz afónica que vem de todos os tempos ao nosso encontro? Só resta a quem descobre o impossível cantar assim, como se fosse a alma que morresse, como se fosse carpideira do seu próprio cadáver. Ou a apoteose de dois corpos abraçados, mas profundamente estranhos? Não é o amor a maior estranheza da vida, ou mesmo a vida que se estranha a si mesma? Três tempos, três eternidades: dialéctica estranha entre um amor real, mas impossível, o do início do século 20, e um amor irreal e impossível , o do início do século 21. Pelo meio, a a ilusão mediadora de um amor real e possível, o dos anos 60, feito de pequenos encontros e desencontros e de um riso deslumbrante. Um amor que ri e por um momento tudo é possível, mesmo que a realidade nos convoque já a uma separação! E um longo adeus se instala: adeus, diz o tempo à eternidade! Lá longe, na magia muda da noite, tudo ainda é possível para quem leva como única bagagem o seu seu rosto de olhos fechados, encostado ao vento e aos ombros frágeis da dor.