quarta-feira, 20 de março de 2019

Terence Davies (1945-) Britsh film director and novelist
Trilogy

Terence Davies é um realizador, (grande e espantoso!), de segredos, dessa arte difícil de viver a vida nos subúrbios de si mesmo, como se estivéssemos engarrafados na nossa consciência. Os seus filmes trazem-nos o universo da transfiguração íntima do segredo, da revelação interior que nos deixa desamparados, com se tivéssemos caído numa ravina qualquer e dela não conseguíssemos sair. Entre o desejo, a culpa e o remorso abre-se o corpo, território de segredos, território da cadência e da decadência incansável de uma vida amordaçada, da queda de que o catolicismo apregoou a vertigem. Das vozes distantes que pairam nos seus filmes, há uma que traz sempre um eco longínquo de um silêncio e solidão que prenuncia o arrepio do irreparável, como se por debaixo dos escombros a vida repousasse. Desse repouso e descanso o olhar é a última inquietação, aquela que varre o mundo numa branda e suave descoberta, a do segredo que somos para nós próprios.
José, 2016


“If you were different from anybody in town, you had to get out. That's why everybody was so much alike. The way they talked, what they did, what they liked, what they hated. If somebody got to hate something and he was the right person, everybody had to hate it too, or people began to hate the ones who didn't hate it. They used to tell us in school to think for yourself, but you couldn't do that in the town. You had to think what your father thought all his life, and that was what everybody thought.”
― John Kennedy Toole, The Neon Bible




The Long Day Closes (1992) Closing Sequence, Arthur Sullivan
Pro Cantione Antiqua
https://youtu.be/OfiBWJ5MuC4
FotoFotoFotoFoto
2016-07-18
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